quinta-feira, 27 de novembro de 2008

C.R. Vasco da Gama

VASCO DA GAMA (RJ) 4 X 0 NACIONAL (AM)
Data : 07/02/1982
Campeonato Brasileiro
Local : Estádio De São Januário / Rio De Janeiro
Arbitro: Newton Martins
Público: 18.099
Gols: Roberto Dinamite 13, 33, Dudu 43/1º e Cláudio Adão 44/2º
VASCO DA GAMA: Mazarópi, Galvão, Rondinelli, Ivan, Pedrinho, Dudu, Serginho, Marquinho, Wilsinho (Da Costa), Roberto Dinamite e Cláudio Adão / Técnico : Antônio Lopes
NACIONAL:
Beto, Jair, Ademir, Paulo Galvão, Eli, Marinho Macapá, Fernandinho, Pedrinho (Armando), Sabará, Campos e Reis (Terano) / Técnico : Paulo Mendes

VASCO DA GAMA (RJ) 6 X 0 MOTO CLUBE (MA)
Data: 16/03/2005
Copa do Brasil. 2ª Fase / 2º Jogo
Local: São Januário. Rio de Janeiro (RJ)
Público: 1.561
Árbitro: Romildo Correia.
Gols: Alex Dias 22, Marco Brito 42/1º, Diego 02, Claudemir 20, Romário 22 e Claudemir 46/2º
VASCO DA GAMA: Cássio, Claudemir, Fabiano (Adriano), Daniel, Diego, Coutinho, Gomes (Dominguez), Rafael (Róbson Luiz), Marco Brito, Romário e Alex Dias / Técnico : Joel Santana
MOTO CLUBE:
Júnior, William, Jean Marcelo, Diego, Alex (Paulinho), Cacá, Humberto, Marciano, Paulo César (Juninho), Robson e Samú / Técnico : Marcos Magalhães.

VASCO DA GAMA (RJ) 1 X 5 FIGUEIRENSE (SC)
Data: 16/11/2005
Campeonato Brasileiro
Local: Orlando Scarpelli / Florianópolis
Público: 15.077
Árbitro: Wallace Nascimento Valente.
Gols: Adriano 14,Róbson Luiz 33/1º, Edmundo 08, 11, 14, Bruno 46/2º
VASCO DA GAMA: Roberto, Wágner Diniz, Fábio Braz, Luciano, Diego, Ives (Têti), Ygor, Abedi, Róbson Luiz (Rubens), Morais e Romário / Técnico : Renato Gaúcho
FIGUEIRENSE : Édson Bastos, Paulo Sérgio, Vinícius, Cléber, Michel Bastos, Marquinhos Paraná, Carlos Alberto (Moreira), Bilu (Fernandes), Edmundo, Alessandro e Adriano (Bruno) / Técnico : Adílson Batista.

VASCO DA GAMA 4 X 0 PAYSANDU (PA)
Data : 20/11/2005
Campeonato Brasileiro
Local : São Januário / Rio de Janeiro
Público : 20.000
Árbitro : Elvécio Zequetto.
Gols: : Diego 02, Morais 04, Romário 07 e Romário 42/2º
VASCO DA GAMA: Roberto, Wagner Diniz, Fábio Braz, Luciano, Diego, Ives (Rubens), Amaral, Abedi, Morais (Fernandinho), Róbson Luiz (Marco Brito) e Romário / Técnico : Renato Gaúcho
PAYSANDU: Alexandre Fávaro, Jamur, Felipe Saad, Váldson, Leandro Eugênio, Vânderson, Marabá, Gian (Luiz Augusto), Rodrigo (Zé Augusto), Róbson e Rafael Moura (Balão) / Técnico : Carlos Alberto Torres.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Flamengo em Maceió


Em pé: Marinho, Luiz Pereira, Raul, Leandro, Andrade e Carlos Alberto.
Agachados: Fumanchú, Adilio, Nunes, Peu e Carlos Henrique.

Crédito: http://www.museudosesportes.com.br
Um grande publico foi ao Trapichão no dia 15 de fevereiro de 1981 para assistir Flamengo e CRB pelo campeonato brasileiro. A novidade era a presença do alagoano Peu no lugar de Zico. Foi um jogo equilibrado, mas que terminou prevalecendo a melhor categoria do clube rubro negro. Logo no primeiro minuto de jogo, Nunes abriu a contagem aproveitando uma jogada boa jogada de Peu. Mas, aos 11 minutos, Joãozinho Paulista empatou quando a partida já estava equilibrada. Somente aos 37 minutos é que o Flamengo fez 2x1 através de um golaço do alagoano Peu. Ele pegou a bola na intermediária driblou Paulo Roberto, passou pelo Deco e quando o goleiro Cesar saiu ao seu encontro, Peu o encobriu com muita categoria.

Apesar de estar jogando bem, o CRB tinha dois problemas em sua zaga. Paulo Roberto atuava abaixo do seu rendimento normal e Itamar acompanhava Nunes por todo o campo deixando uma avenida pelo meio da área alvi rubra. No intervalo, o treinador Pompéia acertou sua defesa e o jogo continuou igual. Logo no começou do segundo tempo Paulinho empatou o jogo. Depois aconteceram lances de perigo para os dois goleiros. Raul fez duas grandes defesas e Luiz Pereira salvou um gol quando o goleiro já estava vencido. Cesar também foi muito bem e fez algumas defesas milagrosas. Entretanto não impediu que Nunes marcasse aos 37 minutos o gol da vitória do Flamengo.

Jogo realizado no estádio do Trapichão (Rei Pelé) em Maceió.

FLAMENGO 3 x CRB 2
Gols de Nunes 2 e Peu (Flamengo). Joãozinho Paulista e Paulinho (CRB)
Juiz: Manoel Amaro de Lima (Pernambuco)
Renda: R$ 3.297.500,00
Publico: 28.172 torcedores pagantes
Flamengo: Raul Leandro, Luiz Pereira, Marinho e Carlos Alberto, Andrade, Adilio e Peu. Fumanchú., Nunes e Carlos Henrique (Lico)
CRB: Cesar. Paulinho. Itamar. Paulo Roberto (Paulinho Carimbó) e Carlinhos. Deco. Norinho e Mundinho. Americo. Joãozinho Paulista e Israel.

Vasco perde em São Januário e se complica mais

Wagner Diniz lamenta chance perdida


O São Paulo segue na caminhada rumo ao título. Neste domingo, o Tricolor ignorou a pressão dos torcedores vascaínos em São Januário e, com uma bela atuação de Rogério Ceni, venceu por 2 a 1. Com a vitória, o time de Muricy Ramalho garantiu a classificação para a Taça Libertadores 2009 pelo sexto ano seguido.
Com a derrota do Grêmio para o Vitória, o Tricolor está muito perto do tricampeonato consecutivo e do sexto na soma total. O time paulista abriu cinco pontos do rival e já pode soltar o grito de campeão na próxima rodada, contra o Fluminense, no Morumbi. Já o Vasco fica em situação complicada na luta contra o rebaixamento. O time carioca segue com 37 pontos, em 18º lugar, três pontos atrás do primeiro clube fora da zona. O Náutico tem 40 pontos.

Na penúltima rodada do Campeonato Brasileiro, o duelo entre tricolores, que pode dar o título ao time de Muricy, acontece no domingo, às 17h . No mesmo dia e horário, o Vasco encara o Coritiba, no Couto Pereira.

Antes do jogo, muita confusão. O ônibus do São Paulo teve dificuldades para chegar no estádio de São Januário, mas a ação da Polícia Militar evitou qualquer incidente. Dentro do estádio, bate-boca entre os dirigentes. Ao encontrar a porta para o gramado fechada, os tricolores arrombaram o cadeado e foram aquecer no campo. O presidente do Vasco, Roberto Dinamite, se irritou e foi cobrar satisfações. O dirigente cruzmaltino levou um documento assinado por representantes tricolores em que foi combinado que não haveria aquecimento no gramado. O motivo: no Morumbi, o São Paulo não permitiu que o Vasco subisse para o campo antes da partida do primeiro turno. Seguranças dos dois times chegaram a se desentender. E um torcedor tricolor foi preso ao ser pego pichando um banheiro de São Januário.

O JOGO

O Vasco começou agressivo. Com 15 mil apitos, que foram distribuídos antes da partida, os torcedores faziam muito barulho. Em cinco minutos, o time carioca teve três escanteios seguidos. Mas o Vasco não conseguia espaços para finalizar. Só aos 12 minutos ocorreu o primeiro chute cruzmaltino. Wagner Diniz aproveitou sobra na área e bateu forte. Mas a bola tocou na cabeça de Leandro Amaral e saiu. Mas foi o São Paulo que quase marcou. Em um ataque rápido, Dagoberto tocou para Hernanes, que chutou rasteiro da entrada da área. O goleiro Rafael fez uma difícil defesa e espalmou para escanteio.

A chuva apertou. E os jogadores passaram a ter dificuldade de tocar a bola. Aos 16 minutos, outro susto para os vascaínos. Wagner Diniz foi tentar afastar o perigo e deu um bico contra o gol. Rafael defendeu no reflexo. Mas aos 21, não teve jeito. Mateus fez falta boba em cima de Hernanes na entrada da área. Alguns torcedores vascaínos ficaram rezando e preferiram nem olhar o lance. Pareciam adivinhar. Jorge Wagner cobrou muito bem no ângulo esquerdo de Rafael, que pulou e não tocou na bola: São Paulo 1 a 0.

O Vasco quase empatou rapidamente. Primeiro, Wagner Diniz cruzou rasteiro. Anderson foi cortar e quase fez contra. Rogério Ceni espalmou para escanteio. Logo depois, Leandro Amaral recebeu livre na área e chutou rasteiro para fora. Vieram, então, os primeiros gritos de "Ah, é Edmundo", que estava no banco de reservas.

O empate veio com Madson aos 30 minutos. O meia encarou a defesa tricolor e arrancou. Ele chegou na entrada da área e soltou a bomba. A bola desviou em Miranda e encobriu o goleiro Rogério Ceni, que caiu para atrás. A torcida cruzmaltina voltou a cantar. Tudo igual: 1 a 1. E o primeiro tempo terminava com o Grêmio, que vencia o Vitória, em Salvador, como o novo líder do Campeonato Brasileiro.

- Nosso time está deixando o Vasco jogar - reclamou Dagoberto no intervalo.

O Vasco voltou para o segundo tempo ainda sem Edmundo. E o São Paulo não deu tempo nem para aquecer. Jorge Wagner cobrou escanteio, a defesa do Vasco ficou olhando. Hugo apareceu de surpresa e teve tempo de dominar, ajeitar e chutar para fazer o segundo gol. Mateus ficou imóvel, sem dar o combate. São Paulo 2 a 1. A alegria tricolor não se resumia apenas a São Januário. No Barradão, o Vitória empatava a partida com o Cruzeiro.

O terceiro gol tricolor quase surgiu em um chute de Hernanes. A bola desviou e saiu para escanteio. Neste momento, o técnico Renato Gaúcho chamou Edmundo, que entrou no lugar Edu.

Aos 11 minutos, um lance que gerou muitas reclamações dos vascaínos. Wagner Diniz dividiu com Miranda na área. O árbitro Leonardo Gaciba não deu nada.

O Vasco foi para o tudo ou nada. E passou a tentar cruzar bolas para a área. Em uma delas, Eduardo Luiz cabeceou e Rogério Ceni salvou o São Paulo com uma defesa complicada no canto direito.

O clima era tenso. Edmundo reclamou da arbitragem e levou o cartão amarelo. Um torcedor jogou uma garrafa no gramado e foi preso pelos policiais. Aos 18 minutos, Leandro Amaral recebeu na área e chutou. Rogério Ceni espalmou para escanteio. Aos 22, Alex Teixeira aproveitou rebote da defesa e chutou para fora.

Aos 29, nova chance de ouro para os vascaínos. Wagner Diniz recebeu na área e chutou na saída do goleiro Rogério Ceni. O camisa 1 defendeu bem. Logo depois, Edmundo novamente falhou em um momento decisivo do Vasco. A bola sobrou limpa para o Animal na marca do pênalti. Mas ele isolou e colocou a mão na cabeça. Era a imagem do Vasco, desesperado na luta contra o rebaixamento. No fim, Leandro Amaral, muito mal na partida, era vaiado pelos torcedores. Já a torcida tricolor soltava o grito de campeão.

VASCO DA GAMA 1 X 2 SÃO PAULO
Estádio: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 23/11/2008 - 17h (de Brasília)
Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva (Fifa-RS)
Auxiliares: Milton Otaviano dos Santos (Fifa-RN) e Alessandro Alvaro Rocha de Matos (Fifa-BA) Renda/público: R$ 373.843,50 / 21.634 pagantes
Cartões amarelos: Madson, Edmundo e Jorge Luiz (VAS); Jean e Jancarlos (SPO)
Gols: Jorge Wagner, 21'/1ºT (0-1); Madson, 30'/1ºT (1-1); Hugo, 3'/2ºT (1-2)
VASCO DA GAMA: Rafael, Eduardo Luiz, Odvan, Jorge Luiz; Wagner Diniz, Jonílson, Mateus (Alan Kardec, 29'/2ºT), Madson, Alex Teixeira (Pedrinho, 34'/2ºT) e Edu (Edmundo, 12'/2ºT); Leandro Amaral. Técnico: Renato Gaúcho.
SÃO PAULO: Rogério Ceni, Anderson, André Dias e Miranda; Joílson (Jancarlos, 19'/2ºT), Jean, Hernanes, Hugo (Richarlyson, 34'/2ºT) e Jorge Wagner; Dagoberto e Borges. Técnico: Muricy Ramalho.

Fonte: http://www.netvasco.com.br/




quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Carlinhos


Carlinhos (ex-volante do Flamengo)


Jogador de estilo refinado no meio de campo, Carlinhos, o Luís Carlos Nunes da Silva, hoje vive no Rio de Janeiro (RJ). Trabalhou por muitos anos no Flamengo, sua segunda casa, como ele mesmo sempre disse. Foi técnico vencedor no rubro-negro, comandando a equipe nas conquistas da Copa União de 1987 e do Brasileirão de 1992.

Nascido no dia 19 de novembro de 1937, Carlinhos começou a carreira de jogador nos infantis do Flamengo. Defendeu a equipe profissional por 15 anos, entre 1955 e 1970. Nesse período, Carlinhos ajudou o Fla a conquistar os títulos estaduais de 1963 e 1965 e do Torneio Rio-São Paulo de 1961. Alguns de seus companheiros de Flamengo foram Joubert, Dequinha, Jadir, Dida, Henrique Frade, entre outros.

Foi treinador do Flamengo em diversas oportunidades e sempre foi considerado um pé-quente no clube. Chegou a dirigir outras equipes, entre elas o Guarani, mas ficou marcado mesmo como o Carlinhos da Gávea.

Tranqüilidade

Carlinhos sempre foi um dos profissionais mais queridos na história do Flamengo. O jeito tranqüilo, pacato e amigo muitas vezes serviu para “apagar incêndios” na Gávea. Por muitas ele foi chamado para ser o treinador do rubro-negro. A primeira vez como uma espécie de técnico “tampão”. Na primeira passagem, em 1987, Carlinhos dirigiu a equipe por apenas seis partidas (duas vitórias e quatro empates).

No mesmo ano, ele foi novamente chamado. Conseguiu bons resultados e foi efetivado no cargo. Ficou como treinador do rubro-negro até 1988. Neste período, ele dirigiu a equipe em 55 partidas (29 vitórias, 15 empates e 11 derrotas) e conquistou o polêmico título da Copa União de 1987. Carlinhos comandava a equipe que tinha Zé Carlos; Jorginho, Leandro, Edinho e Leonardo; Andrade, Aílton e Zico; Renato Gaúcho, Bebeto e Zinho. Como era conhecer dos talentos que brotavam nas categorias de base do Fla, Carlinhos foi responsável direto pela efetivação de Leonardo, Zinho, Aílton, entre outros, na equipe principal.

Entre 1991 e 1993, Carlinhos voltou a comandar a equipe rubro-negro e mais uma vez teve sucesso. Foram 112 jogos (63 vitórias, 29 empates e 20 derrotas). O principal título conquistado nesse período foi o de Campeão Brasileiro de 1992. Carlinhos era o comandante da equipe fora das quatro linhas. Dentro delas, o líder era o meio-campista Júnior, já quase um “quartentão”. Em 1999, o “Violino” foi técnico da equipe em 65 jogos (36 vitórias, 12 empates e 17 derrotas). No ano seguinte, ele dirigiu a equipe em mais 38 confrontos (16 vitórias, nove empates e 13 derrotas).

por Rogério Micheletti

Fonte consultada para números: “Almanaque do Flamengo”, de Roberto Assaf e Clóvis Martins


Fonte:http://desenvolvimento.miltonneves.com.br/QFL/Conteudo.aspx?id=80155

Excursão do Bonsucesso ao exterior em 1957

Numa época em que vários clubes pequenos de nosso futebol se aventuravam em excursões pelo mundo afora, em muitos casos enfrentando equipes de qualidade técnica duvidosa, o BONSUCESSO FUTEBOL CLUBE do Rio de Janeiro não fugiu a regra. Excursionou durante o mês de junho de 1957, realizando sete partidas, colhendo estes resultados:

08.06.1957
BONSUCESSO 3-3 WALDHOF MANHEIM, em Manheim - Alemanha Ocidental

11.06.1957
BONSUCESSO 2-2 PREUSSEN MUNSTER, em Munster - Alemanha Ocidental

16.06.1957
BONSUCESSO 2-3 BEZIERS, em Beziers - França

21.06.1957
BONSUCESSO 2-1 BESANÇON, em Besançon - França

25.06.1957
BONSUCESSO 2-1 SERVETTE, em Genebra - Suíça

27.06.1957
BONSUCESSO 6-1 BESANÇON, em Besançon - França

30.06.1957
BONSUCESSO 2-2 SELEÇÃO DE MARROCOS, em Casablanca - Marrocos


Fonte: http://blog.soccerlogos.com.br/

sábado, 15 de novembro de 2008

Bangu, Campeão Carioca 2ª Divisão


Agora, sim! Depois de ter comemorado durante dez minutos sem saber que não subiria de divisão na última quarta-feira (12), o Bangu conquistou o título da Segundona ao vencer por 2 a 0 o Aperibeense, na tarde deste sábado (15), no estádio de Moça Bonita. Bruno Luiz e Sassá marcaram os gols do Alvirrubro, que agora volta à elite do futebol depois de quatro anos afastado.

Na outra partida, o Tigres goleou o já eliminado Olaria, em Xerém, por 4 a 0, e conquistou a segunda vaga e o inédito acesso para a primeira divisão com apenas quatro anos de existência. O time de Xerém e o Bangu substituem América e Cardoso Moreira, rebaixados na última edição do campeonato.

Bangu faz péssimo primeiro tempo e vai para o intervalo como vice-campeão

Sob forte calor, as duas equipes entraram nervosas com a decisão. O Bangu, que precisava apenas do empate, parecia ansioso com a proximidade do título, e errava muitos passes. Do lado do Aperibeense, que ainda tinha chances de subir, destaque para o descontrole emocional dos jogadores, que reclamavam muito a cada marcação do árbitro Luiz Antonio Silva Santos, mas a verdade é que o Galo de Aperibé levou 10 cartões amarelos na partida.

Somente aos 36 minutos as primeiras chances claras de gol: Do lado esquerdo do campo, onde se destacavam Baiano e Sassá, Valdir cobrou falta e Bruno Luiz cabeceou por cima. Logo na saída de bola, erro da defesa e a bola sobrou para o capitão Beto, que arriscou de longe, também para fora. O Aperibeense só chegou aos 41, em chute de Willian que Cléber Moura defendeu com tranqüilidade.

Aos 44 minutos, o artilheiro Bruno Luiz perdeu uma chance inacreditável. Novamente pela esquerda, Baiano lançou Fábio Azevedo por cima da zaga. Sozinho, o meia esperou a saída de Zé Romário e tocou para Bruno Luiz, na pequena área. O atacante demorou muito para dominar, e chutou fraco, dando tempo para que Zé Romário se recuperasse e ainda espalmasse. A zaga afastou mal, e a bola sobrou novamente para Bruno Luiz, que chutou de bico, e Zé Romário mandou para fora, eo Bangu desceu para os vestiários sem o título da Segundona, já que em Xerém o Tigres vencia o Olaria por 2 a 0.

Tigres amplia em Xerém, mas Bruno Luiz e Sassá dão show: Bangu campeão!

Na volta para o segundo tempo, Roy preferiu continuar apostando no seu meio-de-campo com três volantes. O time tinha força na defesa, maracava e desarmava bem, mas passava mal e tinha pouca criatividade. As melhores chances vinham de bola parada, e foi assim que o Bangu quase marcou o primeiro, aos cinco minutos: Baiano cobrou escanteio pela esquerda, Sassá cabeceou à queima-roupa e Zé Romário fez uma grande defesa, espalmando para fora.

Enquanto o alvirrubro cometia os mesmos erros do primeiro tempo, o Tigres abria 3 a 0 sobre o Olaria e aumentava sua diferença no saldo de gols, já que os dois times tinham a mesma pontuação. Aos 13 minutos, a história começou a mudar. Sassá sofreu falta na ponta direita, e Baiano bateu com veneno. Zé Romário afastou, e no rebote a bola sobrou para Valdir, que chutou com muita força, mas o goleiro mostrou estar em grande forma, espalmando brilhantemente para fora.

Quem piscou, perdeu os gols do título bangüense, que vieram em dois minutos. Aos 16, Sassá, novamente, sofreu falta, dessa vez na esquerda. Baiano cobrou, e Bruno Luiz se antecipou bem, mandando de cabeça para o fundo do gol, abrindo o marcador e marcando seu décimo gol na competição. Apenas dois minutos depois, roubada de bola na defesa e Bruno Luiz é lançado sozinho. O atacante avançou e, quando estava frente-a-frente com Zé Romário, preferiu tocar para Sassá, livre, apenas empurrar a bola para o fundo da rede, e marcar o segundo gol.

A partir daí, foi só cadenciar o jogo. Bruno Luiz teve mais uma chance, mas desperdiçou ao tentar encobrir Zé Romário. Roy o sacou e o atacante saiu ovacionado, enquanto o time passou a tocar a bola, aos gritos de olé, e de "é campeão". Com o apito final, a torcida explodiu de vez, e os jogadores comemoraram muito o retorno da elite à primeira divisão. Depois do capitão Beto receber a taça das mãos de Rubens Lopes, da Ferj, que chegou ao campo de helicóptero, o único canto que se ouvia era o que a torcida mais queria entoar: "O Banguzão voltou!".

A partida

BANGU (RJ) 2 X 0 APERIBEENSE (RJ)
Data: 15/11/2008
Campeonato Carioca 2ª Divisão
Local: Estádio Proletário Guilherme da Silveira / Rio de Janeiro
Público: 2654 pagantes
Renda:
R$ 21.548,00
Árbitro: Luiz Antonio Silva Santos
Assistentes: Luiz Antonio Muniz de Oliveira e Ivan Silva Araújo
Gols: Bruno Luiz 16 e Sassá 18/2º
BANGU:
Cleber Moura; Abílio, Edinho e Márcio Cleick; Valdir (Vinícius), Beto, Fábio Azevedo (Victor Hugo), Fred e Baiano; Sassá e Bruno Luiz (Daniel). Técnico: Antônio Carlos Roy
APERIBEENSE: Zé Romário; Neném, Jorginho (Jonathan), Arthur e Wagner; Everton, Magal (Fabiano), Willian e Wallace (Ronaldo); Fábio Tosca e Adão. Técnico: Índio
Cartões amarelos: Fred (BAN) / Zé Romário; Neném; Jorginho; Arthur; Jonathan; Everton; Willian; Ronaldo; Wallace e Adão (APE)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Bangu Atlético Clube - 40° à Sombra

Este clube, quase desconhecido da geração mais nova, já cedeu à seleção brasileira jogadores do porte de: Zizinho, Zózimo (bi-campeão do mundo), Ademir da Guia ( foi no Bangu que despontou o Divino, como ficou conhecido), Fidélis, Paulo Borges e Marinho. Estes nomes são os que me recordo. Outros jogadores excelentes, dignos de integrar a seleção brasileira, caso a época não fosse excepcional. Cito alguns: Ladislau da Guia, que não vi jogar, e outros que tive o privilégio de testemunhar jogadas memoráveis e inesquecíveis: Moacir Bueno, Djalma, Rafanelli, Menezes, Décio Esteves, Nívio, Parada, Bianchini, Fidélis, Arthurzinho e muitos outros. Desta seleta constelação, Zizinho foi a estrela maior. Pelé declarou que foi o jogador que mais o impressionou pela refinada técnica e Zizinho já estava em final de carreira.

Em 1960, o Bangu foi, na verdade, o primeiro campeão mundial de clubes. Na época esta versão denominou-se Torneio de Nova York. A atuação de Ademir da Guia, ainda muito jovem, chamou a atenção dos grandes clubes e lá se foi Ademir para o Palmeiras.
Campeão estadual duas vezes, o Bangu tem inúmeros vice-campeonatos em jogos finais de arbitragens discutíveis. Em 1951, Mendonça teve a perna fraturada e o Bangu jogou o primeiro jogo da série melhor de três contra o Fluminenese, com 10 jogadores porque não havia substituição. Em 1964, novamente numa série melhor de três, contra o mesmo Fluminenese, um penalti duvidoso de Mário Tito em Amoroso permitiu a vitória do Fluminense na primeira partida por 1x0. Em 1984, o mais discutido de todos os lances. Num erro histórico da arbitragem, não foi marcado o penalti do zagueiro Vica do Fluminense em Cláudio Adão, aos quarenta e cinco minutos do segundo
tempo. O jogo estava 2x1 e o empate favorecia ao Bangu.

O Bangu é um clube originário de uma fábrica de tecidos. Deveria contar com numerosa torcida, mas como tudo no Brasil é muito estranho, são os clubes oriundos da elite social que detêm as maiores torcidas. Exceção ao Vasco da Gama que pertence à Zona Norte. Concordo que o início da decadência do futebol do Rio coincide com o começo da decadência do América e do Bangu.. Que benefícios maiores trouxeram ao futebol do Rio os novos clubes guindados à primeira divisão? Aqui a prevalência do dito de Camões ” Fraco rei faz fraca forte gente”.
A grande verdade é que a imprensa ao divulgar somente os quatro grandes, outrora seis, colaborou também para o ostracismo em que vivem Bangu e América.

Texto de Jairo L Salles, fiel torcedor do Bangu

O ÚLTIMO TÍTULO DO BANGU E O ÚLTIMO GESTO DE PAZ DE ALMIR PERNAMBUQUINHO

Na tarde daquele 18 de dezembro de 1966, com arbitragem de Aírton Vieira de Morais, o Sansão, o Flamengo pisou o gramado do Maracanã com Valdomiro, Murilo, Itamar, Jaime Valente e Paulo Henrique; Carlinhos e Nelsinho; Carlos Alberto, Almir, Silva e Osvaldo Ponte Aérea. O Bangu de Castor de Andrade colocou em campo Ubirajara, Fidélis, Mário Tito, Luís Alberto e Ari Clemente; Jaime e Ocimar; Paulo Borges, Ladeira, Cabralzinho e Aladim. Numa época em que as substituições não eram permitidas, o Flamengo foi logo prejudicado quando perdeu, ainda no primeiro tempo, o ponteiro Carlos Alberto, após uma entrada desleal de Ari Clemente. Uma das revelações do Campeonato Carioca de 1966, Carlos Alberto submeteu-se a operações no joelho atingido, voltou aos treinos mas jamais se recuperou totalmente, sendo obrigado a abandonar o futebol.

Estranhamente, aquele Flamengo vibrante, que jogava de maneira vistosa, dono de um meio-de-campo clássico - com Carlinhos e Nelsinho - pareceu totalmente desfigurado a partir da saída de Carlos Alberto. Já o Bangu, percebendo a timidez do adversário, lançou-se ao ataque e marcou dois gols praticamente seguidos ainda na primeira etapa: Ocimar, aos 23 anos, e Aladim, aos 26 minutos. No segundo tempo, Paulo Borges, numa jogada inspirada, marcou o terceiro gol logo aos três minutos. Com 3 a 0 no placar, o sonho da conquista do bicampeonato carioca parecia quase impossível, ou totalmente impossível, para uma equipe desfalcada de um de seus principais atacantes. Foi então que, aos 26 minutos, Almir decidiu acabar com o jogo, provocando uma briga generalizada, que terminou com a expulsão de nove jogadores antecipando o final da partida.

Temperamental, Almir Pernambuquinho, que morreu assassinado em Copacabana, aos 35 anos, poucos meses depois de ter abandonado a carreira, entrou para a história do futebol carioca. Logo no início da carreira, no Vasco, quebrou a perna de Hélio, do América, inutilizando o companheiro de profissão. Depois, na Seleção Brasileira, foi o estopim de um conflito total num Brasil x Uruguai pelo Campeonato Sul-Americano de 1959, na Argentina. E ainda, quando atuava pelo Santos, aplicou uma covarde cabeçada no rosto de Amarildo na decisão de 1963 do Mundial Interclubes com o Milan, no Maracanã. Sua reação naquele Flamengo x Bangu, portanto não pode ser classificada de acidental. No vestiário, com a desvantagem de 2 a 0, Almir teria dito ao dirigente rubro-negro Flávio Soares de Moura que aquele jogo não acabaria e que o Bangu não daria a volta olímpica porque ele não permitiria.

Hoje, passados vários anos, muitos comparam o temperamento de Almir com o de Heleno de Freitas (1920-1959), centroavante do Botafogo, do Vasco e do América na década de 40 e início da de 50. Heleno, porém, de acordo com o laudo do hospital onde morreu, em Barbacena, era comprovadamente um caso patológico. Mesmo levando-se em conta que contraiu sífilis no auge da carreira, não resta dúvida de que Heleno sofria de esquizofrenia desde muito jovem. Quanto a Almir, nunca se pôde chegar a uma conclusão.

Que seu comportamento não era normal, não resta dúvida. Possivelmente era, igualmente, um caso de esquizofrenia (distúrbio mental e fragmentação da personalidade). Por ironia do destino, entretanto, na noite em que morreu, com um tiro na cabeça, numa briga de bar da Galeria Alaska, Almir Pernambuquinho entrara justamente para evitar o conflito que havia começado.

Pela primeira e última vez, Almir Pernambuquinho esboçou um gesto de paz.

Texto: Roberto Porto