Por: Alexandre Magno Barreto Berwanger
O Campeonato Carioca, que chega a sua 105ª edição (1906 a 2009), tem riquíssimas histórias para contar nos seus 103 anos. Poucos sabem com precisão quando e quantos clubes chegaram aos 1.000 jogos na competição mais charmosa do país.
Dos 68 times, que já participaram do Estadual, nove já alcançaram o milésimo jogo: Fluminense, Botafogo, América, Flamengo, São Cristóvão, Bangu, Vasco da Gama, Bonsucesso, Olaria e Madureira.
Neste ranking seleto, das dez equipes, apenas três venceram (Botafogo, América e Flamengo), outros quatro empataram (Fluminense, São Cristóvão, América e Vasco da Gama) e três saíram de campo derrotados (Bonsucesso, Olaria e Madureira).
A PRIMEIRA A GENTE NUNCA ESQUECE
O FLUMINENSE FC foi o primeiro clube a alcançar os mil jogos, no dia 26 de novembro de 1961. O jogo aconteceu na Rua Bariri, e o Tricolor das Laranjeiras ficou no empate com o Olaria de 2 a 2. Humberto aos 9 minutos do primeiro tempo e Esquerdinha aos 7 minutos da etapa final fizeram para o Fluminense, enquanto Valter aos 13, e Didi aos 30 minutos da segunda etapa, deixaram tudo igual.
FOGÃO IRRESISTÍVEL: TÍTULO, INVENCIBILIDADE E O MILÉSIMO JOGO
Dezenove dias depois, o Fluminense foi novamente protagonista de mais um milésimo jogo. Só de que dessa vez quem chegou à marca, foi o BOTAFOGO FR. Disputado no Maracanã, o Clássico Vovô, teve o triunfo do Alvinegro, que venceu por 1 a 0, no dia 14 de dezembro de 1961. O gol só poderia ser do maior ídolo da história do Botafogo: Mané Garrincha marcou aos 6 minutos do segundo tempo. Além da marca, nesse jogo o Alvinegro chegou a 41 partidas invictas e no final, conquistou o título Estadual.
MIL VEZES AMÉRICA
O AMÉRICA FC, que atualmente disputará a Segundona, já fez grandes jogos. Em 7 de julho de 1963, o Mequinha foi o terceiro clube a chegar aos mil jogos, ao golear o Canto do Rio por 4 a 1, no Estádio Caio Martins, em Niterói. A partida foi pela segunda rodada do primeiro turno. Nelsinho aos 6 minutos abriu o placar para o América; Homero aos 12 minutos empatou para o Cantusca; Sabará aos 41, da primeira etapa recolocou o América em vantagem. No segundo tempo, Zezinho aos 25, e Sabará aos 42 minutos fecharam o placar.
CAMPEÃO DE 1963, MENGÃO CHEGA AOS 1.000 JOGOS
O CR FLAMENGO, que só passou a disputar o Estadual em 1912, foi o quarto a atingir os 1.000 jogos em cariocas. No dia 10 de outubro de 1963, o Rubro-Negro enfrentou a Portuguesa Carioca, que era o time mandante e escolheu São Januário como palco do jogo. Quis o destino que o clube da Gávea alcançasse a marca no campo do arqui-rival, e com vitória por 1 a 0, gol assinalado pelo volante Nélson, de pênalti, aos 42 minutos do primeiro tempo. Nesse ano, o Flamengo conquistou o título carioca, com destaque para o atacante Airton, artilheiro do time com 15 gols.
CADETES SÃO O QUINTO CLUBE A CHEGAR A CASA DOS MIL
O SÃO CRISTÓVÃO FR para quem não sabe, foi o quinto clube a chegar ao milésimo jogo na competição. Pela sexta rodada do primeiro turno, no dia 9 de agosto de 1964, o time Cadete, jogando no seu Estádio de Figueira de Melo, empatou com o Vasco em 3 a 3. Num jogão, o Vasco abriu 2 a 0 no primeiro tempo, com o atacante Mário (aos 2 e 44 minutos). Na etapa final, o meia Valter diminuiu aos 5, mas Célio, de pênalti, ampliou para a cruz-de-malta. Dois minutos depois, Aladim encostou para o São Cri-Cri. E aos 44 minutos, Valter, de novo, igual o placar. Os cadetes terminaram o Estadual na 10ª posição.
BANGUZÃO: VICE-CAMPEONATO COM GOSTINHO 1.000
Vinte sete dias depois, foi à vez do BANGU AC atingir as 1.000 partidas na história da competição. No dia 5 de setembro de 1964, o Alvirrubro enfrentou o América, no Estádio Mario Filho, Maracanã, com um público de quase 10 mil pessoas. Apesar de uma partida bastante disputada do início ao fim, empate sem gols. O Bangu naquele ano, chegou a decisão contra o Fluminense, mas acabou perdendo os dois jogos: 1 a 0 e 3 a 0, terminando com o vice.
MACHÃO DA GAMA ALCANÇA A MILÉSIMA PARTIDA EM CARIOCAS
O sétimo clube, que completou mil partidas, foi o CR VASCO DA GAMA. No dia 2 de abril de 1972, válido pela sétima rodada da Taça Guanabara, no Clássico da Paz, o time de São Januário mesmo tendo craques como Buglê, Roberto Dinamite e Suíngue, não conseguiu passar pelo bom goleiro Jonas e ficou no empate com o América em 0 a 0, no Maracanã. Com uma renda de Cr$ 128.233,00 e um público de 20.235 pagantes. Naquele ano, o Vasco acabou na terceira posição, atrás de Fluminense (vice) e Flamengo (campeão).
BONSUÇA ESTREIA EM 1978 COMPLETANDO 1.000 PARTIDAS
O BONSUCESSO FC foi o oitavo clube a alcançar a marca histórica de 1.000 jogos em cariocas. A data especial aconteceu, no dia 3 de setembro, na estreia do Campeonato Estadual de 1978, contra o América, no Estádio Volnei Braune, no Andaraí. O Leão da Leopoldina foi derrotado por 2 a 0, mas no final terminou na sétima colocação, com 17 pontos, na frente de Bangu, Campo Grande, Madureira, Olaria e Portuguesa. Atualmente, o Rubro-anil é o 11º colocado no Ranking geral (1906 a 2009), com 742 pontos, em 1.126 jogos: 245 vitórias, 252 empates, 629 derrotas; marcando 1.409 gols e sofrendo 2.505, com um saldo negativo de 1.096.
ROMÁRIO E OLARIA... MIL E TUDO A VER
Dezoito anos depois, foi à vez do OLARIA AC chegar a incrível marca, se tornando o oitavo clube a alcançar 1.000 jogos. O time que revelou Romário, que 12 anos depois chegaria ao milésimo gol na carreira, também teve o seu dia Mil. A partida histórica aconteceu, no dia 22 de fevereiro de 1995, pela oitava rodada da taça Guanabara. Jogando no Estádio Mourão Filho, na Bariri, o Olaria acabou sendo derrotado pelo América pelo placar de 3 a 1. A festa parecia que seria do Olaria, já que o atacante Júnior, emprestado na época pelo Vasco, abriu o placar aos 3 minutos do segundo tempo. No entanto, Álvaro (29 min), Gilson (30 min) e Maurício (32 min), deram a vitória ao Mequinha. O time olariense terminou a competição daquele ano na décima quarta colocação.
TRICOLOR SUBURBANO É O DÉCIMO A CHEGAR AO MILÉSIMO JOGO
O último a completar a seleta lista dos mil jogos, foi o MADUREIRA EC. No dia 2 de junho de 1996, o Tricolor Suburbano enfrentou o Vasco da Gama, em São Januário. Apesar de ter jogadores de expressão como o goleiro Acácio, o volante Bonamigo e o atacante Gilson, o Madureira acabou goleado por 5 a 1. Demetrius abriu o marcador para o Madura aos 16 minutos, mas depois só deu Vasco. Assis, irmão de Ronaldinho Gaúcho, empatou aos 39 minutos do primeiro tempo. Nilson fez aos 5 e 10 minutos, e Válber aos 12 e 41 minutos da segunda etapa. No final, o Madura encerrou a sua participação no Estadual, na décima primeira posição.
OS PRÓXIMOS CANDIDATOS A 1.000 JOGOS SOMENTE DAQUI A DUAS DÉCADAS
O décimo primeiro clube, que pode chegar à milésima partida em campeonatos cariocas é: PORTUGUESA CARIOCA e AMERICANO DE CAMPOS. No entanto, essa marca vai demorar um pouco, já que o rubro-verde da Ilha, que atualmente disputa o Carioca da Série B, está com 724 jogos, restando 276 para chegar a 1.000.
Se a fórmula de disputa do Campeonato Carioca não mudar nos próximos 19 anos e a PORTUGUESA CARIOCA conseguir o acesso para a elite do Rio, esse ano, ela alcançará a marca de Mil partidas em 2029 (levando em consideração que ela não caia e não chegue às semifinais ou finais).
Já o AMERICANO DE CAMPOS, fechará o Carioca-2009, com 695 partidas (se o time chegar às semifinais e finais da Taça Guanabara e Taça Rio, esse número pode variar de 696 a 699 jogos). Sem contar com o rebaixamento, as fases semifinal e final, o Alvinegro Campista chegaria ao Milésimo jogo, no Campeonato Carioca de 2030.
CURIOSIDADE: MECÃO O ESTRAGA PRAZER
Nessa dezena de jogos, que marcaram a milésima partida em cariocas, um fato curioso. O AMÉRICA FC, além de ter vencido na sua partida de número 1.000, foi um estraga prazer, já que enfrentou quatro equipes nesta data história e não perdeu para ninguém. Foram duas vitórias (2 a 0 no Bonsucesso, 3 a 1 no Olaria) e dois empates (0 a 0 contra Bangu e Vasco). O Vasco da Gama encarou dois adversários e também saiu invicto: 3 a 3 contra o São Cristóvão e 5 a 1 no Madureira. O Botafogo fez apenas um jogo, mas não perdeu: 2 a 2 com o Fluminense.
Alexandre Magno Barreto Berwanger é historiador do futebol carioca e brasileiro.
Fonte: http://www.campeoesdofutebol.com.br
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Maiores Artilheiros por Temporada do Botafogo
1) Dino da Costa, 58 gols em 62 jogos (1954).
Torneio Rio-São Paulo, 7 gols em 9 jogos.
Campeonato Carioca, 24 gols em 26 jogos.
Amistosos e Torneios, 27 gols em 27 jogos.
Média - 0,93.
2) Quarentinha, 56 gols em 49 jogos (1960).
Torneio Rio-São Paulo, 11 gols em 8 jogos.
Campeonato Carioca, 25 gols em 21 jogos.
Amistosos e Torneios, 20 gols em 20 jogos.
Média - 1,14.
3) Quarentinha, 56 gols em 56 jogos (1959).
Torneio Rio-São Paulo, 2 gols em 6 jogos.
Campeonato Carioca*, 27 gols em 21 jogos.
Amistosos e Torneios, 27 gols em 29 jogos.
* Estão incluídos os jogos da decisão do 2º lugar.
Média - 1.
4) Quarentinha, 55 gols em 69 jogos (1958).
Torneio Rio-São Paulo, 6 gols em 9 jogos.
Torneio João T. de Carvalho, 10 gols em 5 jogos.
Campeonato Carioca, 20 gols em 23 jogos.
Amistosos e Torneios, 19 gols em 32 jogos.
Média - 0,79.
5) Túlio Maravilha, 54 gols em 59 jogos (1995).
Taça Guanabara, 1 jogo e nenhum gol.
Campeonato Carioca, 27 gols em 27 jogos.
Campeonato Brasileiro, 23 gols em 25 jogos.
Amistosos, 4 gols em 6 jogos.
Média - 0,91.
6) Amarildo, 53 gols em 71 jogos (1961).
Torneio Rio-São Paulo, 5 gols em 12 jogos.
Campeonato Carioca, 18 gols em 25 jogos.
Amistosos e Torneios, 30 gols em 34 jogos.
Média - 0,74.
7) Paulinho Valentim, 52 gols em 61 jogos (1957).
Torneio Rio-São Paulo, 4 gols em 9 jogos.
Campeonato Carioca, 22 gols em 22 jogos.
Amistosos e Torneios, 26 gols em 30 jogos.
Média - 0,85.
8) Túlio Maravilha, 47 gols em 58 jogos (1996).
Taça Cidade Maravilhosa, 10 gols em 7 jogos.
Campeões da CONMEBOL, 3 gols em 1 jogo.
Campeonato Carioca, 9 gols em 9 jogos.
Copa do Brasil, 1 gol em 2 jogos.
Taça Libertadores, 2 gols em 5 jogos.
Campeonato Brasileiro, 13 gols em 23 jogos.
Amistosos e Torneios, 9 gols em 11 jogos.
Média - 0,81.
9) Nilo Murtinho, 42 gols em 28 jogos (1927).
Campeonato Carioca, 30 gols em 18 jogos.
Amistosos, 12 gols em 10 jogos.
Média - 1,5.
10) Heleno de Freitas, 42 gols em 33 jogos (1946).
Torneio Relâmpago, 1 jogo e nenhum gol.
Torneio Municipal, 13 gols em 4 jogos.
Campeonato Carioca, 22 gols em 22 jogos.
Amistosos, 7 gols em 6 jogos.
Média - 1,27.
11) Zezinho, 41 gols em 49 jogos (1952).
Torneio Rio-São Paulo, 1 gol em 5 jogos.
Taça Carlos M. da Rocha (Torneio Extra), 7 gols em 5 jogos.
Campeonato Carioca, 16 gols em 17 jogos.
Amistosos e Torneios, 17 gols em 22 jogos.
Média - 0,85.
12) Amarildo, 41 gols em 54 jogos (1962).
Torneio Rio-São Paulo, 8 gols em 7 jogos.
Campeonato Carioca, 15 gols em 24 jogos.
Taça Brasil, 3 gols em 5 jogos.
Amistosos e Torneios, 15 gols em 18 jogos.
Média - 0,75.
Torneio Rio-São Paulo, 7 gols em 9 jogos.
Campeonato Carioca, 24 gols em 26 jogos.
Amistosos e Torneios, 27 gols em 27 jogos.
Média - 0,93.
2) Quarentinha, 56 gols em 49 jogos (1960).
Torneio Rio-São Paulo, 11 gols em 8 jogos.
Campeonato Carioca, 25 gols em 21 jogos.
Amistosos e Torneios, 20 gols em 20 jogos.
Média - 1,14.
3) Quarentinha, 56 gols em 56 jogos (1959).
Torneio Rio-São Paulo, 2 gols em 6 jogos.
Campeonato Carioca*, 27 gols em 21 jogos.
Amistosos e Torneios, 27 gols em 29 jogos.
* Estão incluídos os jogos da decisão do 2º lugar.
Média - 1.
4) Quarentinha, 55 gols em 69 jogos (1958).
Torneio Rio-São Paulo, 6 gols em 9 jogos.
Torneio João T. de Carvalho, 10 gols em 5 jogos.
Campeonato Carioca, 20 gols em 23 jogos.
Amistosos e Torneios, 19 gols em 32 jogos.
Média - 0,79.
5) Túlio Maravilha, 54 gols em 59 jogos (1995).
Taça Guanabara, 1 jogo e nenhum gol.
Campeonato Carioca, 27 gols em 27 jogos.
Campeonato Brasileiro, 23 gols em 25 jogos.
Amistosos, 4 gols em 6 jogos.
Média - 0,91.
6) Amarildo, 53 gols em 71 jogos (1961).
Torneio Rio-São Paulo, 5 gols em 12 jogos.
Campeonato Carioca, 18 gols em 25 jogos.
Amistosos e Torneios, 30 gols em 34 jogos.
Média - 0,74.
7) Paulinho Valentim, 52 gols em 61 jogos (1957).
Torneio Rio-São Paulo, 4 gols em 9 jogos.
Campeonato Carioca, 22 gols em 22 jogos.
Amistosos e Torneios, 26 gols em 30 jogos.
Média - 0,85.
8) Túlio Maravilha, 47 gols em 58 jogos (1996).
Taça Cidade Maravilhosa, 10 gols em 7 jogos.
Campeões da CONMEBOL, 3 gols em 1 jogo.
Campeonato Carioca, 9 gols em 9 jogos.
Copa do Brasil, 1 gol em 2 jogos.
Taça Libertadores, 2 gols em 5 jogos.
Campeonato Brasileiro, 13 gols em 23 jogos.
Amistosos e Torneios, 9 gols em 11 jogos.
Média - 0,81.
9) Nilo Murtinho, 42 gols em 28 jogos (1927).
Campeonato Carioca, 30 gols em 18 jogos.
Amistosos, 12 gols em 10 jogos.
Média - 1,5.
10) Heleno de Freitas, 42 gols em 33 jogos (1946).
Torneio Relâmpago, 1 jogo e nenhum gol.
Torneio Municipal, 13 gols em 4 jogos.
Campeonato Carioca, 22 gols em 22 jogos.
Amistosos, 7 gols em 6 jogos.
Média - 1,27.
11) Zezinho, 41 gols em 49 jogos (1952).
Torneio Rio-São Paulo, 1 gol em 5 jogos.
Taça Carlos M. da Rocha (Torneio Extra), 7 gols em 5 jogos.
Campeonato Carioca, 16 gols em 17 jogos.
Amistosos e Torneios, 17 gols em 22 jogos.
Média - 0,85.
12) Amarildo, 41 gols em 54 jogos (1962).
Torneio Rio-São Paulo, 8 gols em 7 jogos.
Campeonato Carioca, 15 gols em 24 jogos.
Taça Brasil, 3 gols em 5 jogos.
Amistosos e Torneios, 15 gols em 18 jogos.
Média - 0,75.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Campeonato Brasileiro 1984

Em pé: Aldo, Paulo Victor, Duílio, Ricardo Gomes, Jandir e Branco
Agachados: Romerito, Delei, Washington, Assis e Tato.
Crédito: http://ibituruna.blogspot.com
Campeonato Brasileiro de Futebol de 1984
Dados
Participantes 41
Período 28 de Janeiro - 27 de Maio
Gol(o)s 737 (2,41)
Campeão Fluminense
Vice-campeão Vasco
Melhor marcador Roberto Dinamite (Vasco)
(16 gols)
Público 5.668.038 (18.523)
O Campeonato Brasileiro de Futebol de 1984 foi vencido pelo Fluminense, que assim conquistou seu segundo título nacional, após a conquista do Torneio Roberto Gomes Pedrosa em 1970.
Foi mantido (pela quinta e última vez) o sistema de acesso da série B para a série A dentro do mesmo ano, mas agora para apenas um clube, e diretamente para a terceira fase. O beneficiado neste ano foi o Uberlândia/MG, campeão da série B, rebatizada provisoriamente de "Taça CBF".
O prejudicado com a mudança do regulamento foi o Juventus (SP), campeão da Série B em 1983, que não teve vaga na Série A. Em vez disso, e em função de muitas reclamações com o sistema de classificação via campeonatos regionais, a CBF reservou 2 vagas para os clubes que, apesar de terem bom retrospecto no brasileiro, tivessem ido mal nos estaduais do ano anterior. Em 1984, os beneficiados foram o Vasco da Gama/RJ, 7º colocado no Campeonato Carioca, e o Grêmio, 3º lugar no campeonato gaúcho.
Pela primeira vez, a final do Campeonato Brasileiro ocorreu entre dois clubes cariocas, refletindo o forte futebol do Rio de Janeiro durante boa parte da década de 1980.
A Decisão
24 de Maio, 1984
Vasco da Gama 0 – 1 Fluminense Maracanã, Rio de Janeiro
Público: 63.156
Árbitro: Luís Carlos Félix
Romerito Gol 23'
Vasco da Gama: Roberto Costa; Edevaldo, Ivan, Daniel González e Aírton; Pires, Arturzinho e Mário (Geovani); Mauricinho (Jussiê), Roberto Dinamite e Marquinho. Técnico: Edu Antunes Coimbra.
Fluminense: Paulo Víctor, Aldo, Duílio, Ricardo Gomes e Renato; Jandir, Delei (Renê) e Assis; Romerito, Washington (Wilsinho) e Tato. Técnico: Carlos Alberto Parreira.
28 de Maio, 1984
Fluminense 0 – 0 Vasco da Gama Maracanã, Rio de Janeiro
Público: 128.781
Árbitro: Romualdo Arppi Filho
Fluminense: Paulo Víctor; Aldo, Duílio, Ricardo Gomes e Branco; Jandir, Delei e Assis; Romerito, Washington e Tato. Técnico: Carlos Alberto Parreira.
Vasco da Gama: Roberto Costa; Edevaldo, Ivan, Daniel González e Aírton; Pires, Arturzinho e Mário; Jussiê (Marcelo), Roberto Dinamite e Marquinho. Técnico: Edu Antunes Coimbra.
Fonte: http://ibituruna.blogspot.com
Agachados: Romerito, Delei, Washington, Assis e Tato.
Crédito: http://ibituruna.blogspot.com
Campeonato Brasileiro de Futebol de 1984
Dados
Participantes 41
Período 28 de Janeiro - 27 de Maio
Gol(o)s 737 (2,41)
Campeão Fluminense
Vice-campeão Vasco
Melhor marcador Roberto Dinamite (Vasco)
(16 gols)
Público 5.668.038 (18.523)
O Campeonato Brasileiro de Futebol de 1984 foi vencido pelo Fluminense, que assim conquistou seu segundo título nacional, após a conquista do Torneio Roberto Gomes Pedrosa em 1970.
Foi mantido (pela quinta e última vez) o sistema de acesso da série B para a série A dentro do mesmo ano, mas agora para apenas um clube, e diretamente para a terceira fase. O beneficiado neste ano foi o Uberlândia/MG, campeão da série B, rebatizada provisoriamente de "Taça CBF".
O prejudicado com a mudança do regulamento foi o Juventus (SP), campeão da Série B em 1983, que não teve vaga na Série A. Em vez disso, e em função de muitas reclamações com o sistema de classificação via campeonatos regionais, a CBF reservou 2 vagas para os clubes que, apesar de terem bom retrospecto no brasileiro, tivessem ido mal nos estaduais do ano anterior. Em 1984, os beneficiados foram o Vasco da Gama/RJ, 7º colocado no Campeonato Carioca, e o Grêmio, 3º lugar no campeonato gaúcho.
Pela primeira vez, a final do Campeonato Brasileiro ocorreu entre dois clubes cariocas, refletindo o forte futebol do Rio de Janeiro durante boa parte da década de 1980.
A Decisão
24 de Maio, 1984
Vasco da Gama 0 – 1 Fluminense Maracanã, Rio de Janeiro
Público: 63.156
Árbitro: Luís Carlos Félix
Romerito Gol 23'
Vasco da Gama: Roberto Costa; Edevaldo, Ivan, Daniel González e Aírton; Pires, Arturzinho e Mário (Geovani); Mauricinho (Jussiê), Roberto Dinamite e Marquinho. Técnico: Edu Antunes Coimbra.
Fluminense: Paulo Víctor, Aldo, Duílio, Ricardo Gomes e Renato; Jandir, Delei (Renê) e Assis; Romerito, Washington (Wilsinho) e Tato. Técnico: Carlos Alberto Parreira.
28 de Maio, 1984
Fluminense 0 – 0 Vasco da Gama Maracanã, Rio de Janeiro
Público: 128.781
Árbitro: Romualdo Arppi Filho
Fluminense: Paulo Víctor; Aldo, Duílio, Ricardo Gomes e Branco; Jandir, Delei e Assis; Romerito, Washington e Tato. Técnico: Carlos Alberto Parreira.
Vasco da Gama: Roberto Costa; Edevaldo, Ivan, Daniel González e Aírton; Pires, Arturzinho e Mário; Jussiê (Marcelo), Roberto Dinamite e Marquinho. Técnico: Edu Antunes Coimbra.
Fonte: http://ibituruna.blogspot.com
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Campeonato carioca 1910
Rio de Janeiro Championship 1910
Source: "Campeonato Carioca: 96 Anos de História 1902-1997", book written byRoberto Assaf and Clóvis Martins.
01/May - América 2-5 Fluminense (Rua Guanabara). Gols: Mongey e Lincoln p/o América; Gallo, Emile Etchegaray, Carlos Villaça (contra) e Alberto Borgerth (2) p/o Fluminense.
15/May - Riachuelo 7-2 Haddock Lobo (Rua Voluntários da Pátria). Gols: Nabuco Prado (2), Loth Silva (2), Paulo Araújo, Romeu D’Ambrózio e Halley (Riachuelo); Mendonça e Trompowsky (Haddock Lobo).
22/May - América 4-1 Botafogo (Rua Guanabara). Gols: Dell Nero (2), Horácio Figueiredo e Jônathas (América); Emmanuel Sodré (Botafogo). Fonte: Jornal do Commercio.
29/May - Haddock Lobo 4-0 Rio Cricket (Rua Guanabara). Gols: Ávila, Egas, Antonino e Ávila.
05/Jun - Botafogo 9-1 Riachuelo (Rua Voluntários da Pátria). Gols: Abelardo de Lamare (4), Mimi Sodré (2), Lefévre, Lulú Rocha e Dinorah (Botafogo); João de Oliveira (Riachuelo).
05/Jun - Haddock Lobo 0-5 Fluminense (Rua Guanabara). Gols: Humberto (2), Monk, Juca (contra) e Emile Etchegaray.
19/Jun - Fluminense 4-1 Rio Cricket (Rua Guanabara). Gols: Monk (2), Alfredo e Millar (Flu); Watkins (Rio Cricket).
19/Jun - Riachuelo 2-3 América (Rua Voluntários da Pátria). Gols: Halley e Nabuco Prado (Riachuelo); Dell Nero (2) e Peres (América).
26/Jun - Fluminense 1-3 Botafogo (Rua Guanabara). Gols: Gallo (Fluminense); Abelardo de Lamare, Mimi Sodré e Décio Viccari (Botafogo).
03/Jul - América 3-0 Rio Cricket (Rua Guanabara). Gols: Dell Nero e Gabriel (2).
03/Jul - Botafogo 7-0 Haddock Lobo (Rua Voluntários da Pátria). Gols: Abelardo de Lamare (3), Décio Viccari (3) e Mimi Sodré.
10/Jul - Botafogo 6-0 Rio Cricket (Rua Voluntários da Pátria). Gols: Flávio Ramos (2), Emmanuel Sodré, Rolando de Lamare, Mimi Sodré e Décio Viccari.
10/Jul - Fluminense 7-1 Riachuelo (Rua Guanabara). Gols: Monk (3), Motta (2), Gallo e Emile Etchegaray (Fluminense); Loth Silva (Riachuelo).
17/Jul - Haddock Lobo 2-4 América (Rua Guanabara). Gols: Juca e Torres (Haddock Lobo); Belfort Duarte (2), Aquino e Delveaux de Gouveia (América).
24/Jul - Riachuelo 0-WO Rio Cricket (Rua Magalhães Castro). O Rio Cricket não compareceu.
31/Jul - Fluminense 4-2 América (Rua Guanabara). Gols: Edwin Cox (3) e Monk (Fluminense); Peres e Dell Nero (América).
07/Aug - Rio Cricket 0-5 Botafogo (Rua Voluntários da Pátria). Gols: Lauro Sodré (2), Mimi Sodré, Décio Viccari e Abelardo de Lamare.
07/Aug - Haddock Lobo 1-4 Riachuelo (Rua Guanabara). Gols: Indisponíveis.
21/Aug - Rio Cricket 1-1 Fluminense (Rua Guanabara). Gols: Gepp (Rio Cricket); Millar (Fluminense).
04/Sep - Riachuelo 1-15 Botafogo (Rua Guanabara). Gols: Nabuco Prado (Riachuelo); Abelardo de Lamare (7), Décio Viccari (3), Mimi Sodré (3), Emmanuel Sodré e Rolando de Lamare (Botafogo).
04/Sep - Rio Cricket 2-1 Haddock Lobo (Rua Da Constituição, Icarahy, Niterói). Gols: McGregor e Calvert (Rio Cricket); Imbuzeiro (Haddock Lobo).
11/Sep - Botafogo 3-1 América (Rua Voluntários da Pátria). Gols: Lauro Sodré, Décio Viccari e Mimi Sodré (Botafogo); Peres (América).
18/Sep - América 0-WO Riachuelo (Rua Guanabara). O Riachuelo não compareceu.
25/Sep - Botafogo 6-1 Fluminense (Rua Voluntários da Pátria). Gols: Abelardo de Lamare (3), Décio Viccari (2) e Mimi Sodré (Botafogo); Lulú Rocha (contra) p/o Fluminense.
02/Oct - Haddock Lobo 0-11 Botafogo (Rua Voluntários da Pátria). Gols: Rolando de Lamare (4), Abelardo de Lamare (3), Décio Viccari (2), Lulú Rocha e Dinorah.
02/Oct - Rio Cricket 0-2 América (Rua Da Constituição, Icarahy, Niterói). Gols: Sebastião e Dell Nero.
09/Oct - Riachuelo WO-0 Fluminense (Rua Guanabara). O Riachuelo não compareceu.
16/Oct - América 10-1 Haddock Lobo (Rua Guanabara). Gols: Mário Mendes, Dell Nero, Gabriel, Dell Nero, Gabriel, Horácio Figueiredo, Dell Nero, Sebastião, Dell Nero e Gabriel (América); Pinho (Haddock Lobo).
20/Oct - Fluminense 0-WO Haddock Lobo (Rua Guanabara). O Haddock Lobo não compareceu.
30/Oct - Rio Cricket 0-WO Riachuelo (Rua Da Constituição, Icarahy, Niterói). O Riachuelo não compareceu.
Jogo do Título
BOTAFOGO 6 x 1 FLUMINENSE
Data – 25 / 09 / 1910
Local – Rua Voluntários da Pátria (Rio de Janeiro – RJ)
Árbitro – A. W. Hassell
Gols – Abelardo de Lamare (3), Décio Viccari (2) e Mimi Sodré p/o Botafogo; Lulú Rocha (contra) p/o Fluminense.
Botafogo – Coggin, Edgard Pullen e Dinorah; Rolando de Lamare, Lulú Rocha e Lefévre; Emmanuel Sodré, Abelardo de Lamare, Décio Viccari, Mimi Sodré e Lauro Sodré. Fluminense – Waterman, Ernesto Paranhos e Félix Frias; Nery, Gallo e Mutzenbecher; Millar, Oswaldo Gomes, Edwin Cox, Gilbert Hime e Alberto Borgerth.
Topscorers:Abelardo de Lamare (Botafogo), 22 gols. Décio Viccari (Botafogo), 14. Mimi Sodré (Botafogo) e Dell Nero (América), 11. H. W. J. Monk (Fluminense), 7.
Fonte: www.rsssfbrasil.com
Source: "Campeonato Carioca: 96 Anos de História 1902-1997", book written byRoberto Assaf and Clóvis Martins.
01/May - América 2-5 Fluminense (Rua Guanabara). Gols: Mongey e Lincoln p/o América; Gallo, Emile Etchegaray, Carlos Villaça (contra) e Alberto Borgerth (2) p/o Fluminense.
15/May - Riachuelo 7-2 Haddock Lobo (Rua Voluntários da Pátria). Gols: Nabuco Prado (2), Loth Silva (2), Paulo Araújo, Romeu D’Ambrózio e Halley (Riachuelo); Mendonça e Trompowsky (Haddock Lobo).
22/May - América 4-1 Botafogo (Rua Guanabara). Gols: Dell Nero (2), Horácio Figueiredo e Jônathas (América); Emmanuel Sodré (Botafogo). Fonte: Jornal do Commercio.
29/May - Haddock Lobo 4-0 Rio Cricket (Rua Guanabara). Gols: Ávila, Egas, Antonino e Ávila.
05/Jun - Botafogo 9-1 Riachuelo (Rua Voluntários da Pátria). Gols: Abelardo de Lamare (4), Mimi Sodré (2), Lefévre, Lulú Rocha e Dinorah (Botafogo); João de Oliveira (Riachuelo).
05/Jun - Haddock Lobo 0-5 Fluminense (Rua Guanabara). Gols: Humberto (2), Monk, Juca (contra) e Emile Etchegaray.
19/Jun - Fluminense 4-1 Rio Cricket (Rua Guanabara). Gols: Monk (2), Alfredo e Millar (Flu); Watkins (Rio Cricket).
19/Jun - Riachuelo 2-3 América (Rua Voluntários da Pátria). Gols: Halley e Nabuco Prado (Riachuelo); Dell Nero (2) e Peres (América).
26/Jun - Fluminense 1-3 Botafogo (Rua Guanabara). Gols: Gallo (Fluminense); Abelardo de Lamare, Mimi Sodré e Décio Viccari (Botafogo).
03/Jul - América 3-0 Rio Cricket (Rua Guanabara). Gols: Dell Nero e Gabriel (2).
03/Jul - Botafogo 7-0 Haddock Lobo (Rua Voluntários da Pátria). Gols: Abelardo de Lamare (3), Décio Viccari (3) e Mimi Sodré.
10/Jul - Botafogo 6-0 Rio Cricket (Rua Voluntários da Pátria). Gols: Flávio Ramos (2), Emmanuel Sodré, Rolando de Lamare, Mimi Sodré e Décio Viccari.
10/Jul - Fluminense 7-1 Riachuelo (Rua Guanabara). Gols: Monk (3), Motta (2), Gallo e Emile Etchegaray (Fluminense); Loth Silva (Riachuelo).
17/Jul - Haddock Lobo 2-4 América (Rua Guanabara). Gols: Juca e Torres (Haddock Lobo); Belfort Duarte (2), Aquino e Delveaux de Gouveia (América).
24/Jul - Riachuelo 0-WO Rio Cricket (Rua Magalhães Castro). O Rio Cricket não compareceu.
31/Jul - Fluminense 4-2 América (Rua Guanabara). Gols: Edwin Cox (3) e Monk (Fluminense); Peres e Dell Nero (América).
07/Aug - Rio Cricket 0-5 Botafogo (Rua Voluntários da Pátria). Gols: Lauro Sodré (2), Mimi Sodré, Décio Viccari e Abelardo de Lamare.
07/Aug - Haddock Lobo 1-4 Riachuelo (Rua Guanabara). Gols: Indisponíveis.
21/Aug - Rio Cricket 1-1 Fluminense (Rua Guanabara). Gols: Gepp (Rio Cricket); Millar (Fluminense).
04/Sep - Riachuelo 1-15 Botafogo (Rua Guanabara). Gols: Nabuco Prado (Riachuelo); Abelardo de Lamare (7), Décio Viccari (3), Mimi Sodré (3), Emmanuel Sodré e Rolando de Lamare (Botafogo).
04/Sep - Rio Cricket 2-1 Haddock Lobo (Rua Da Constituição, Icarahy, Niterói). Gols: McGregor e Calvert (Rio Cricket); Imbuzeiro (Haddock Lobo).
11/Sep - Botafogo 3-1 América (Rua Voluntários da Pátria). Gols: Lauro Sodré, Décio Viccari e Mimi Sodré (Botafogo); Peres (América).
18/Sep - América 0-WO Riachuelo (Rua Guanabara). O Riachuelo não compareceu.
25/Sep - Botafogo 6-1 Fluminense (Rua Voluntários da Pátria). Gols: Abelardo de Lamare (3), Décio Viccari (2) e Mimi Sodré (Botafogo); Lulú Rocha (contra) p/o Fluminense.
02/Oct - Haddock Lobo 0-11 Botafogo (Rua Voluntários da Pátria). Gols: Rolando de Lamare (4), Abelardo de Lamare (3), Décio Viccari (2), Lulú Rocha e Dinorah.
02/Oct - Rio Cricket 0-2 América (Rua Da Constituição, Icarahy, Niterói). Gols: Sebastião e Dell Nero.
09/Oct - Riachuelo WO-0 Fluminense (Rua Guanabara). O Riachuelo não compareceu.
16/Oct - América 10-1 Haddock Lobo (Rua Guanabara). Gols: Mário Mendes, Dell Nero, Gabriel, Dell Nero, Gabriel, Horácio Figueiredo, Dell Nero, Sebastião, Dell Nero e Gabriel (América); Pinho (Haddock Lobo).
20/Oct - Fluminense 0-WO Haddock Lobo (Rua Guanabara). O Haddock Lobo não compareceu.
30/Oct - Rio Cricket 0-WO Riachuelo (Rua Da Constituição, Icarahy, Niterói). O Riachuelo não compareceu.
Jogo do Título
BOTAFOGO 6 x 1 FLUMINENSE
Data – 25 / 09 / 1910
Local – Rua Voluntários da Pátria (Rio de Janeiro – RJ)
Árbitro – A. W. Hassell
Gols – Abelardo de Lamare (3), Décio Viccari (2) e Mimi Sodré p/o Botafogo; Lulú Rocha (contra) p/o Fluminense.
Botafogo – Coggin, Edgard Pullen e Dinorah; Rolando de Lamare, Lulú Rocha e Lefévre; Emmanuel Sodré, Abelardo de Lamare, Décio Viccari, Mimi Sodré e Lauro Sodré. Fluminense – Waterman, Ernesto Paranhos e Félix Frias; Nery, Gallo e Mutzenbecher; Millar, Oswaldo Gomes, Edwin Cox, Gilbert Hime e Alberto Borgerth.
Topscorers:Abelardo de Lamare (Botafogo), 22 gols. Décio Viccari (Botafogo), 14. Mimi Sodré (Botafogo) e Dell Nero (América), 11. H. W. J. Monk (Fluminense), 7.
Fonte: www.rsssfbrasil.com
sábado, 24 de janeiro de 2009
Fantasmas Azuis
Engenho de Dentro Atlético Clube, ou EDAC, como é mais conhecido, foi fundado em 3 de novembro de 1912 e assustava seus adversários com estupendas vitórias e títulos nas décadas de 20 e 30. Ficaram conhecidos como Fantasmas Azuis por conta das cores que acarrega até hoje: azul e branco.Dia 30 de setembro de 1950, duas semanas depois de a seleção brasileira perder para o Uruguai a final da Copa do Mundo, o EDAC participou como convidado do I Torneio Início do Campeonato Carioca da "Era Maracanã". Foi eliminado pelo Olaria após derrota para o Olaria no jogo III: 1 a 0 para o clube leopoldinense.
Seu campo ficava localizado na antiga Rua Engeho de Dentro, atual Adolfo Bergamini, entre os números 151 e 155. No local hoje funciona a Escola Municipal Rio Grande do Sul. Adiante, em 1946, o campo passou a ser na Rua Henrique Scheid. A inauguração ocorreu dia 7 de setembro daquele ano, com vitória do Vasco por 4 a 2 sobre o Flamengo, em um duelo de equipes mistas. O campo existe até hoje, como campo de peladas e é um dos últimos gramaos remanescentes da époda do Departamento Autônomo.
Cada vez mais distante de seu passado de glórias, o clube existe até hoje, modestamente, com um ginásio na Rua Monsenhor Jerônimo 135, no mesmo bairro. Lá, um guardião toma conta de seus arquivos, troféus e livros com recortes de jornal que recuperam a história do clube. Tudo isto deveria estar guardado em um arquivo esportivo público, para que ninguém esquecesse da existência dos Fantasmas Azuis.
Títulos do Engenho de Dentro Atlético Clube
- Tri-campeão da Liga Suburbana- 1916/17/18
- Vencedor do Torneio Início da Série C da LMDT (Liga Metropolitana de Desportos Terrestres) - 1924
-Campeão da 1ª divisão da Série C (disputando o titulo máximo com o Vasco e o Bonsucesso, Campeões das serie A e B)-1924
- Campeão Carioca pela LMDT (Liga Metropolitana de Desportos Terrestres) - 1925
- Campeão da 2ª divisão da AMEA - 1932
- Campeão da Sub-liga Carioca - 1935
- Campeão Carioca pela FAS (Federação Atlética Suburbana) - 1937 e 1939
- Campeão Carioca pelo Departamento Autônomo (Primeiro Campeão do DA) - 1949
Raymundo Quadros
Fonte: http://www.sidneyrezende.com/editoria/futrio
Jogos Inesquecíveis do Bonsucesso
No setor nacional, as mais expressivas e brilhantes vitórias foram estas:Em 1931, no returno do Campeonato, vencemos o C.R. Flamengo pela elevada contagem de 6x2.
Em 1932, no Parque Antártica, contra o Palestra Itália, hoje Palmeiras, até então invicto contra equipes cariocas, o Cesso venceu por 3x1. Na equipe alviverde figuraram Primo, Bianco, Serafini, Ministrinho, Romeu, Amílcar, Pepe, Lara, Imperato e Gogliardo. A atuação de nossos defensores foi tão saliente que mereceu da imprensa paulista o galardão de "Esquadrão Acadêmico" como era conhecido por vários anos.
Em 1933, vencemos o famoso esquadrão do São Paulo FC, no Torneio Rio-São Paulo, por 5x4, integrado por "astros" da categoria de Nestor, Bartô, Orozimbo, Waldemar de Brito, Frienderich, Petronilho e Hercules.
Em 1938, o Bonsucesso FC depois de estar perdendo por 3 a 0, em sensacional "virada", derrotou o Flamengo por 4x3.
Em 1956, perdíamos por 4 a 0 para o Vasco da Gama, quando em brilhantíssima reação igualamos a contagem em 4x4.
No setor do futebol internacional, o Bonsucesso figura entre os clubes brasileiros que mais atuaram no estrangeiro, visitando 46 paises das Américas, Europa, África, Oriente, Ásia e Arábia, onde disputou 104 partidas, vencendo 76, empatando 16 e perdendo 12, com um saldo de 49 gols.
As mais expressivas vitórias internacionais foram estas: na Bulgária, contra a seleção búlgara por 3 a 2; na Romênia contra o campeão Rapid de Bucarest, por 1x0; contra a Seleção Chilena, por 2x1; contra o campeão peruano, o Alianza, por 2x0; contra o Guadalajara do México, por 3x1; contra as seleções do Líbano por 5x1; Síria, por 1x0; Jordânia, por 4x1; Líbia, por 6x1; Porto Rico, por 2x1; El Salvador, por 3x0, contra o Santa Fé, da Colômbia, por 2x1; em Frankfurt, na Alemanha, por 2x0; na Polônia, contra o Kawich por 2x1; na França contra o Reins, por 2x1; na Venezuela, contra o Circuito Italiano, por 3x2; na Noruega contra o Skai, por 1x0 e na Espanha contra o Espanhol de Barcelona por 2x1.
Fonte: www.fanaticospelocesso.blogspot.com
Pedro Amorim
Pedro AmorimCrédito: http://www.museudosesportes.com.br/
Pedro Amorim, Ademir, Simões, Orlando e Rodrigues é uma linha de ataque com um destaque especial na galeria das conquistas do Fluminense. São os atacantes do super campeonato de 1946, quando o Fluminense, depois de dois turnos disputadíssimos, acabou empatado no primeiro lugar com o Flamengo, Botafogo e América. Era o tempo do campeonato de dois turnos com pontos corridos e um jogo em casa e o outro do campo do adversário.
O supercampeonato foi um extra duríssimo. Em cada time, cinco ou seis cracões e duas ou três feras de desequilibrar qualquer jogo. Tinha o Botafogo de Heleno de Freitas, Geninho, Ary, Nilton e Tovar. O América assustava com a famosa linha atacante “tico tico no fubá” – China. Maneco. César. Lima e Jorginho. O Flamengo desequilibrava com Biguá. Jayme de Almeida. Zizinho, Luiz Borracha e Vevé.
Pedro Amorim comenta que o super campeonato foi muito difícil, tecnicamente bom e emocionante. Cada partida era uma decisão e sempre com os estádios lotados. E o ponta direita tricolor tem muitas recordações daquele campeonato.
- "Três foram especiais e todas no jogo final contra o Botafogo quando vencemos por 1x0 e conquistamos o titulo. Primeiro porque dei o passe para o gol de Ademir que definiu o campeonato. Depois por um episódio de certo modo sentimental, Heleno de Freitas, embora adversário de clube, era um dos meus maiores amigos. Sempre que possível estávamos juntos fora dos gramados. Ele estudava Direito e eu Medicina. Muitas vezes trocamos idéias sobre os estudos. Eu tomando minha cervejinha, ele com aquele porte elegante, sempre esnobe, sorvendo um gim tônico em copo enfeitado com uma casquinha de limão. Numa dessas ocasiões, antes do super campeonato fizemos uma aposta – Se os dois times disputassem a final, que perdesse pagaria a noitada do outro: bebida, jantar e até uma esticada a uma casa noturna".
Pedro Amorim lembra que a finalissima mexeu com toda a cidade do Rio de Janeiro.
- "São Januário lotou cedinho. Já no campo corri para o Heleno e falei da aposta. Como se não tivesse ninguém pela frente, ele ironizou. Apostava o carro, o apartamento na Zona Sul e o salário. Foi um jogo nervoso. Heleno fez um partidão. Criou grandes jogadas de gol e numa delas colocou seu ponta esquerda Braguinha na cara do nosso goleiro Robertinho. Era só trocar e a bola entrava. Robertinho nem se mexia, batido por antecipação. A torcida do Botafogo estava preparada para comemorar o gol quando Braguinha enfiou o pé e a bola passou por cima da trave. Logo depois Ademir fez o nosso gol. Quando o juiz encerrou o jogo procurei o amigo Heleno. Ao me ver, ficou meio sem jeito. E como quisesse evitar que o ironizasse pela vitória e pela aposta, reagiu com uma frase inesquecível: Também, Pedro, jogando com o Braguinha..."
Pedro Amorim deixou a Bahia e foi para o Rio de Janeiro muito moço. Unia o útil ao agradável: Medicina e futebol. E realizou seu o sonho de conhecer o Rio, suas praias, suas noites encantadas, seu povo, enfim, uma filosofia de vida bem diferente da então pacata e bucólica Salvador. Jogou sempre no Fluminense e vestiu também a camisa da seleção carioca e brasileira. Ganhou títulos, dinheiro, fama e se formou em Medicina. Mas a glória, a grande lembrança foi o supercampeonato de 1946, com o técnico Gentil Cardoso. E encerra escalando a equipe do Fluminense: "Robertinho. Gualter e Haroldo. Pascoal, Telesca e Bigode. Eu. Ademir. Simões (Careca jogou a final). Orlando e Rodrigues. Que time! A gente jogava por musica!"
Fonte: http://www.museudosesportes.com.br/
O supercampeonato foi um extra duríssimo. Em cada time, cinco ou seis cracões e duas ou três feras de desequilibrar qualquer jogo. Tinha o Botafogo de Heleno de Freitas, Geninho, Ary, Nilton e Tovar. O América assustava com a famosa linha atacante “tico tico no fubá” – China. Maneco. César. Lima e Jorginho. O Flamengo desequilibrava com Biguá. Jayme de Almeida. Zizinho, Luiz Borracha e Vevé.
Pedro Amorim comenta que o super campeonato foi muito difícil, tecnicamente bom e emocionante. Cada partida era uma decisão e sempre com os estádios lotados. E o ponta direita tricolor tem muitas recordações daquele campeonato.
- "Três foram especiais e todas no jogo final contra o Botafogo quando vencemos por 1x0 e conquistamos o titulo. Primeiro porque dei o passe para o gol de Ademir que definiu o campeonato. Depois por um episódio de certo modo sentimental, Heleno de Freitas, embora adversário de clube, era um dos meus maiores amigos. Sempre que possível estávamos juntos fora dos gramados. Ele estudava Direito e eu Medicina. Muitas vezes trocamos idéias sobre os estudos. Eu tomando minha cervejinha, ele com aquele porte elegante, sempre esnobe, sorvendo um gim tônico em copo enfeitado com uma casquinha de limão. Numa dessas ocasiões, antes do super campeonato fizemos uma aposta – Se os dois times disputassem a final, que perdesse pagaria a noitada do outro: bebida, jantar e até uma esticada a uma casa noturna".
Pedro Amorim lembra que a finalissima mexeu com toda a cidade do Rio de Janeiro.
- "São Januário lotou cedinho. Já no campo corri para o Heleno e falei da aposta. Como se não tivesse ninguém pela frente, ele ironizou. Apostava o carro, o apartamento na Zona Sul e o salário. Foi um jogo nervoso. Heleno fez um partidão. Criou grandes jogadas de gol e numa delas colocou seu ponta esquerda Braguinha na cara do nosso goleiro Robertinho. Era só trocar e a bola entrava. Robertinho nem se mexia, batido por antecipação. A torcida do Botafogo estava preparada para comemorar o gol quando Braguinha enfiou o pé e a bola passou por cima da trave. Logo depois Ademir fez o nosso gol. Quando o juiz encerrou o jogo procurei o amigo Heleno. Ao me ver, ficou meio sem jeito. E como quisesse evitar que o ironizasse pela vitória e pela aposta, reagiu com uma frase inesquecível: Também, Pedro, jogando com o Braguinha..."
Pedro Amorim deixou a Bahia e foi para o Rio de Janeiro muito moço. Unia o útil ao agradável: Medicina e futebol. E realizou seu o sonho de conhecer o Rio, suas praias, suas noites encantadas, seu povo, enfim, uma filosofia de vida bem diferente da então pacata e bucólica Salvador. Jogou sempre no Fluminense e vestiu também a camisa da seleção carioca e brasileira. Ganhou títulos, dinheiro, fama e se formou em Medicina. Mas a glória, a grande lembrança foi o supercampeonato de 1946, com o técnico Gentil Cardoso. E encerra escalando a equipe do Fluminense: "Robertinho. Gualter e Haroldo. Pascoal, Telesca e Bigode. Eu. Ademir. Simões (Careca jogou a final). Orlando e Rodrigues. Que time! A gente jogava por musica!"
Fonte: http://www.museudosesportes.com.br/
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